não têm de ser palavras
de amor as vistas no arder
mais ou menos lento das chamas.
não têm de ser palavras
de terror as vistas no arder
mais ou menos vermelho das labaredas.
só temos de ver
as palavras dentro de nós mesmos,
pois é lá que elas nascem
e mesmo soltas nos nossos lábios
é lá também que elas morrem.
