escrito por bruno às 15:53 de um destes dias

eras quase bonita quando do mundo te erguias. do mais fundo de nós, fazias despontar pequenas flores e outras plantas- e eu esquecia-me. eras quase bonita quando passo os dedos pela tua pele na minha memória. não tinhas a fúria dos vulcões, nem sequer cuspias fogo como os pássaros que cruzam hoje os céus. aquecias-me. tinhas as mãos do tamanho do mundo e trazias uma leve música na ponta dos teus dedos. dos teus olhos, sabia o céu. do céu, caíam estrelas: as mesmas estrelas que vi erguerem-se numa noite de lua cheia. essas mesmas estrelas faziam de todas as noites noites de lua e de luar. dantes, trazias os bolsos cheios. agora os teus bolsos revolveram e vens tu dentro deles. não te encontro em nenhum dos lugares onde antes existias.



talvez um dia ainda possas voltar. na minha memória talvez um dia ainda possas voltar. talvez um dia ainda possas voltar na minha memória. volta, por favor.
 
2 comentários:


no dia 23 dezembro, 2006 19:31, Anonymous Anónimo

porque no início tudo é bonito, tudo parece bonito, tudo é colorido... até que depois passam as cortinas de fumo e as pessoas veêm-se tão feias que perdem a vontade de continuar a sonhar juntas...

 

no dia 31 dezembro, 2006 13:09, Blogger Sara Morgado

E quando se ergue e tudo o resto fica pequeno, invisível: ela maior que tudo, com tudo dentro dela. Como se o mundo deixasse de ser lá fora e nascesse no seu peito.

Depois o tempo, como prova do mundo todo.