fizeste planos para ter dias maiores. e agora, quando ainda há tanto por olhar, quase te apetece chorar ao ver o pouco que resta do pôr-do-sol junto ao prédio mais alto da tua rua. há uma espécie de janela, atrás de cujo vidro é sempre noite. e, tu, pouco vês. ela vai estar à tua espera. não sou eu. se me quiseres dar beijos pequeninos eu não nego a ponta dos teus dedos brincando nos meus cabelos. não me magoes. quase me apetece chorar ao ver o pouco do pouco que resta do pôr-do-sol junto ao prédio mais alto da minha rua. o vidro embacia-se. é a minha respiração de encontro ao pouco que resta de ti na memória de um dia chuvoso.


os dias em que sonho contigo e as janelas aparecem embaciadas pelas lágrimas que me caem durante o sono e que são dias chuvosos eternos...